. France!
. Café!
. Noites de luar no morro d...
. O homem da bicicleta azul...
Week of raw models and sweet temptations! Waiting for difficult decisions is sometimes the worst strategy! But no shortcuts are recommended in times of apparent vagueness!
Nouvelle époque!?
Would you be able to identify a new talent coming around, she said suddenly while staring at the photo. No, he replied in a cruel way! But you should, she insisted!
Café cheio, mas sem princípio!
Noites de luar no Morro da Maianga
Anda no ar uma canção de roda:
"Banana podre não tem fortuna
Fru-tá-tá, fru-tá-tá..."
Moças namorando nos quintais de madeira
Velhas falando conversa antigas
Sentadas na esteira
Homens embebedando-se nas tabernas
E os emigrados das ilhas...
- Os emigrados das ilhas
Com o saldo mar nos cabelos
Os emigrados das ilhas
Que falam de bruxedos e sereias
E tocam violão
E puxam faca nas brigas...
Ó ingenuidade das canções infantis
Ó namoros de moças sem cuidado
Ó histórias de velhas
Ó mistérios dos homens
Vida!:
Proletários esquecendo-se nas tascas
Emigrantes que puxam faca nas brigas
E os sons do violão
E os cânticos da Missão
Os homens
Os homens
As tragédias dos homens!
Mário António (Angola, 1934-1989)
Todos os dias, à mesma hora! Capacete cinzento em forma de banana, mochila esverdeante, carregada, em forma de cubo, quase a chegar ao celim. O homem da bicicleta azul chega para mais uma travessia. Tem já lugar cativo junto ao bar do navio, onde encosta a bicicleta entre a parede e o pilar de metal. Rotinas, rotinas de mais um dia entre o norte e o sul, num vaivém preenchido por diferenças, rostos apáticos, sonolentos alguns, crianças embaladas, jovens barulhentos, tripulantes, também eles vestidos de azul...Para quê tanto Tejo?
Words of wisdom on tough days!
De tudo um pouco. Gente nova e rasta, em busca do hedonismo puro! Delinquentes amargurados, acompanhados por litrosas embrulhadas em sacos do Pingo Doce. Gente velha, a contar estórias dos tempos de infância vividos no Campo de Santana. Turistas, sequiosos por conhecer o Tejo, mas receosos com a inconstância e mistura dos autóctones. E, claro, pombos, muitos pombos!